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27 de julho de 2026

Calor dentro do ônibus: o que as pesquisas dizem sobre conforto térmico

Estudos acadêmicos já mediram até 36,9°C dentro de ônibus urbanos no Brasil. O desconforto térmico é tratado como risco à saúde do passageiro e do motorista.

Pesquisas acadêmicas sobre o interior de ônibus urbanos no Brasil vêm medindo algo que todo passageiro já sente: calor real, não apenas desconforto passageiro.

Um estudo na região metropolitana de Belém registrou temperatura média de 36,9°C dentro dos veículos, com 78% de umidade relativa e ventilação insuficiente — condições classificadas pelos pesquisadores como estresse térmico significativo, agravado pela lotação. Em Cuiabá, pesquisas sobre motoristas de ônibus urbano identificaram o calor constante do motor e a ventilação limitada como fatores de estresse ocupacional.

De desconforto a risco

  • Calor extremo prolongado afeta atenção e reação — inclusive a do motorista.
  • A superlotação piora a troca de ar e reduz ainda mais a ventilação natural.
  • Sem climatização ativa, a temperatura interna tende a superar a externa, não igualá-la.

O conforto térmico deixou de ser um diferencial e passou a ser tratado, na literatura, como uma condição de saúde ocupacional e de qualidade do serviço público.

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